segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Como fazer a transição do emprego atual para a carreira sonhada? - Roberto Shinyashiki

UOL Empregos me encaminhou uma questão de uma internauta. Como a dúvida dela é bastante freqüente na vida profissional de muita gente, resolvi responder com este artigo. 
Eis a pergunta que ela nos enviou:
“Sou formada em propaganda e trabalho com design gráfico, no qual sou pós-graduada. Porém, quero trabalhar com moda e estou fazendo alguns cursos livres. Fui fazer algumas entrevistas e senti dificuldade nessa transição, pois não dão muita importância à experiência que tenho, que é de grande valor para ambas as áreas. Como devo proceder, pois eles só enfatizam que nunca trabalhei com moda?”
Essa situação é mesmo frustrante. Mas não podemos deixar que ela nos impeça de seguir nossa vocação e realizar nossos sonhos. Em meu livro “Sempre em Frente” falo bastante sobre essa sensação de estar dentro de um carro atolado, sem conseguir avançar e nem retroceder, ou mesmo sem saber como resolver a situação.
Eu também tive de trabalhar em algo muito diferente, antes de atuar como psiquiatra, que era a minha verdadeira vocação: ganhava minha vida como cirurgião, em plantões de pronto-socorro. 
Como minha necessidade de dinheiro era grande naquela época, não podia arriscar mudar para a psiquiatria e abandonar a cirurgia, trocar o certo pelo incerto. 
Afinal, embora eu já fosse um ótimo cirurgião, com certeza enfrentaria o descrédito na área da psiquiatria – aquela falta de confiança que as pessoas têm quando você não tem experiência na nova área em que tenta atuar. 
A verdade é que ninguém repara, inicialmente, no seu sucesso em outras áreas, mesmo que elas sejam afins desse novo segmento em que você pretende atuar.
Então, fiquei um bom tempo preso à área cirúrgica. Mas, ao mesmo tempo em que optava pela segurança de ficar onde eu estava, tive receio de nunca conseguir praticar a minha verdadeira vocação. 
Via-me como vítima do destino, porque estava impossibilitado de me dedicar ao que realmente queria. 
Até que um dia resolvi tomar uma atitude e mudar de vez a minha vida. 
Organizei as finanças e todas as outras coisas que me pareciam impedimentos para eu realizar minha vocação, e iniciei a mudança da cirurgia para a psiquiatria. Hoje, olho para trás e fico orgulhoso de ter apostado nessa guinada.
Carreira dos sonhos: os cinco passos para chegar lá
Para todos os que estão vivendo uma situação parecida, aqui vão alguns conselhos:

1º) Estabeleça um prazo para dar fim a esse “purgatório”. Isso vai ajudá-la a se organizar para a nova etapa da sua vida e renovar suas esperanças;


2º) Pense em um projeto de mudança: liste tudo o que precisa fazer para conseguir realizar a sua meta;


3º) Monte um plano de transição. Não é preciso jogar tudo para o alto do dia para a noite. Prepare o terreno, plante as sementes e cuide de sua plantinha, até que ela dê frutos;

4º) Não se sinta uma vítima do destino. Agradeça todos os dias por seu trabalho, mesmo que não seja seu ideal. Pense que é esse trabalho que você faz hoje que a ajuda a criar a estrutura para lançar-se para onde você quer estar.


5º) Por fim, não desista da sua vocação.


Se eu tivesse me acomodado com as cirurgias, hoje estaria muito frustrado.
De coração, não quero que isso aconteça com você! Além do mais, lembre-se: determinação é fundamental e, quanto mais árdua a caminhada, melhor o sabor da chegada.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/carreira_dos_sonhos.htm

domingo, 30 de janeiro de 2011

Melhores filmes de 2010 segundo Tarantino

O diretor norte-americano Quentin Tarantino divulgou sua lista dos melhores filmes de 2010. Tarantino elegeu Toy Story 3 a melhor produção do ano.
Seu Top 20 também inclui outras animações, como "Como Treinar o seu Dragão" e "Enrolados". "A Rede Social", a sensação da temporada, também faz parte de sua seleção. Confira a lista:

1- Toy Story 3   (não assisti)
2- A Rede Social (nota 4)
3- Animal Kingdom (não assisti)
4- I am Love  (não assisti)
5- Enrolados  (nota 3)
6- Bravura Indômita (não assisti)
7- Atração Perigosa (não assisti)
8- O Solteirão  (não assisti)
9- Cyrus  (não assisti)
10- Enter the Void  (não assisti)
11- Kick Ass Quebrando Tudo  (não assisti)
12- Encontro Explosivo  (não assisti)
13- Get Him to the Greek  (não assisti)
14- O Vencedor  (não assisti)
15- O Discurso do Rei  (não assisti)
16- Minhas Mães e Meu Pai  (não assisti)
17- Como Treinar o seu Dragão  (não assisti)
18- Robin Hood  (não assisti)
19- Amer  (não assisti)
20- Jackass 3D (não cogito assistir)

Essa lista me deixou deprimida ... tenho muitos filmes a assistir e postar minha opinião ... quem sou eu para contrariar o Tarantino??

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Você como produto

Várias são as questões que compõem um bom profissional, porém, de nada adianta você ser um excelente profissional, se não souber se vender bem.
É claro que o principal fator que faz com que uma pessoa vá em frente em seu desenvolvimento profissional é sua competência, porém, a maioria daqueles que apenas executam bem o seu trabalho e nada fazem pela sua imagem, consegue, muitas vezes, garantir seus empregos, mas não progride tanto quanto aqueles que desenvolvem bem a sua marca pessoal.
E é sobre essa importância que vim falar.
Qual a sua marca?
O que vem à cabeça das pessoas quando falam seu nome? 
Você está ligado a que características? 
Reflita da seguinte maneira: pense numa marca de carros. 
Por que essa marca veio primeiro à sua cabeça, antes de todas as outras? 
O quê nessa marca chama mais sua atenção: qualidade, design, preço, tecnologia, segurança? Você compraria um carro dessa marca?
É dessa forma que nós, profissionais, somos vistos no mercado de trabalho.
Uma empresa, ao escolher os serviços de um profissional, seja como fornecedor, seja como colaborador, pensa em todas essas questões: desempenho, como ele é visto no mercado, qualidade no trabalho, relacionamento interpessoal, segurança e uma série de outros fatores. E, convenhamos, se você não “divulgar” bem as boas características que possui, certamente, deixará de ser lembrado e, conseqüentemente, desconsiderado para um processo, por exemplo.
É por isso que precisamos nos tratar como produtos e desenvolver bem uma marca pessoal. Por isso, considere:
Embalagem
Um produto precisa, antes de tudo, ter uma boa apresentação.
Todos nós só temos uma chance de causar uma primeira boa impressão. Por isso, cuide da sua embalagem, isso quer dizer, vista-se de acordo com os ambientes que você frequenta, mantenha a higiene pessoal em dia, cuide da pele e dos cabelos etc. 
Significa, também, saber se comportar em diferentes lugares e situações dominando, inclusive, regras de etiqueta.
Outra questão fundamental é dominar bem a sua língua e saber se comunicar. E, como já disse inúmeras vezes, comunicar-se significa muito mais que ter um português impecável. Significa, também, saber como se sentar, onde colocar as mãos, manter uma linguagem corporal sempre agradável e saber usar isso a seu favor. Existem vários livros sobre isso e vale à pena dispensar um tempo para esse tipo de leitura.
Conteúdo
Para um produto ser escolhido ele precisa ter além de uma embalagem que chame a atenção, um conteúdo que supra as necessidades do consumidor.
Afinal, como dizem “beleza não põe mesa”. Cuidar de sua formação acadêmica/profissional é obrigatório. Às vezes, ouço alguns absurdos que me deixam decepcionado. Nunca (nunca mesmo) sabemos o suficiente.
Por isso, estar na academia, seja fazendo uma graduação, pós, mestrado, línguas ou qualquer outro curso, é importantíssimo.
Além disso, é fundamental ler jornais e revistas para saber o que acontece no mundo, e livros teóricos para viver em constante atualização em seu segmento. Em nosso conteúdo podemos incluir também outras questões como: ética, resiliência, comprometimento, persistência, dentre outros. Afinal, conteúdo é aquilo que podemos oferecer a uma empresa.
Visibilidade
Além de apresentar-se adequadamente, precisamos aparecer. Não me refiro àqueles aparecidinhos que são, como dizem, “arroz de festa”. Refiro-me a fornecer ao mercado informações a seu respeito.
É adequado freqüentar eventos, ter sempre um cartão de visitas à mão e, quem sabe, ter um site pessoal com a apresentação de sua carreira e dos projetos realizados por você. Se tiver habilidade da escrita, melhor ainda, pois poderá divulgar textos com sua percepção a respeito do segmento em que você atua. 
Publicidade
Faça-se lembrado. Exerça seu networking e mande e-mails esporádicos contando suas realizações profissionais. Lembra daquela marca de automóveis que você lembrou lá no princípio? Quantas propagandas você vê a respeito dela diariamente? Pense dessa forma a seu respeito, também.
Faça as pessoas se lembrarem da sua existência. Vire notícia (positiva).
Faça com que, quando falarem no seu nome, as pessoas lembrem que você existe e, principalmente, façam associações positivas. “Fulano é o cara que resolve”, “ele é capaz de liderar”, “ele é o melhor que conheço”, “nele eu confio”, são frases que, certamente, você vai querer ouvir quando as pessoas falarem de você.

Crie sua marca pessoal:
• Monte uma embalagem adequada. Cuide de: aparência, trajes, etiqueta e vocabulário;
• Preserve seu conteúdo. Esteja em constante aprendizado;
• Esteja visível aos outros. Freqüente eventos, esteja na mídia;
• Divulgue-se: exerça seu networking.

Fonte: http://www.debernt.com.br